APRESENTAÇÃO
Passada a crise mundial, o cenário torna-se cada vez mais favorável para que se possa retomar o processo de difusão da Inovação que continua sendo introduzida na agenda empresarial brasileira.
Conscientes do papel estratégico de promover, estimular e apoiar a inovação tecnológica em todos os seus aspectos faz-se necessário a realização de ações continuadas sobre o tema, é preciso que a mídia destaque, que os tele-jornais falem de sua importância, que eventos aconteçam! É imprescindível que o verbo “inovar” faça parte do vocabulário diário dos empresários, e, para isso, é preciso cada vez mais colocar o assunto em evidência.
Não é exagero falar que para sobreviver e conquistar novos mercados é preciso inovar. Progresso e prosperidade têm que estar atrelados à tecnologia. Mais empregos e uma distribuição de renda mais justa, crescimento das exportações, exploração sustentável dos recursos naturais, preservação do meio ambiente e o próprio sucesso das empresas e do Brasil dependem diuturnamente da capacidade de inovar.
A inovação é o caminho mais seguro para se alcançar a competitividade. Inovar tem vários significados, a depender da ótica do empresário, pode significar tecnologia de ponta, podem ser pequenas mudanças incrementais, melhorias na gestão ou busca por novos modelos de negócios.
Temos uma “Lei de Inovação”, uma “Política de Desenvolvimento Produtivo”, uma “Política Nacional de Desenvolvimento Regional”, um “Plano Nacional de Pós-Graduação 2005/2010”, os Fundos Setoriais estrategicamente articulados pelo Governo Federal, diversas outras ações e medidas adotadas pelo Governo, por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT e de suas agências FINEP e CNPq para a implementação da política de desenvolvimento tecnológico.
Em um país continental como o Brasil não é fácil administrar diversas frentes de trabalho, articular ações públicas e até mesmo informar que elas existem, um bom exemplo são os fundos e linhas de crédito para a inovação, que muitas vezes permanecem com suas receitas subutilizadas por falta de projetos.
Parece inaceitável, mas a grande verdade é que falta comunicação entre os principais elos da cadeia da inovação - Governo, Academia e Setor Privado. Falta também o real interesse das empresas e é por esse motivo que o tema tem que estar permanentemente na pauta.
Estamos em pleno século XXI em que inovar é uma imposição da concorrência. Nessa perspectiva, inovar não é apenas investir em tecnologia, mas em novas formas de conquistar ou criar mercados. Tudo isso exige o suporte de políticas públicas eficientes, um bom ambiente de negócios, formação de recursos humanos, incremento da infra-estrutura, incentivos ao investimento, apoio ao comércio exterior, com foco na capacidade de competir e empreender das empresas.
Diante dessa realidade, que exige um trabalho contínuo, apresentamos o INOVA 2011 – VII Seminário de Gestão da Inovação Tecnológica no Nordeste, uma realização da Federação das Indústrias do Estado do Ceará - FIEC, da Confederação Nacional da Indústria – CNI, por meio do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará - INDI, que tem por finalidade contribuir para o processo de implantação da “cultura da inovação”, ampliação da competitividade nas empresas, aproximação entre empresários e pesquisadores de tecnologias, buscando fomentar o crescimento das empresas e a geração de negócios.
O INOVA 2011 é um projeto consolidado que está inserido no objetivo central da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), programa liderado pela CNI, de transformar a inovação em tema permanente da alta direção das empresas brasileiras.